01 setembro 2006

Portal TDAH

Olá....
Espero voces no Portal TDAH:
Visite-me, comente, critique, de suas sugestões, seu depoimento, ou simplesmente diga Oi.
Sua presença é importante pra mim!!!
Beijossss no coração!!!

27 agosto 2006

Novo site: PORTALTDAH.COM

Olá meus amigos,
Estive muito ausente deste blog, mas foi por uma boa causa. Este blog virou um site!
www.portaltdah.com
Acessem e tenham informações sobre o tdah, e não se esqueçam de deixar sua opinião no mural.
Aguardo a visita de vocês!!!
Abraços fraternos

13 abril 2006

Feliz Páscoa a todos os visitantes deste blog!

Desejo a todos que visitam este cantinho uma Páscoa com muita PAZ, ALEGRIA E MUITO AMOR...
Que a Amor de Cristo esteja presente em vossos corações sempre!

Transcrevo abaixo um texto que achei bem legal... Espero que vcs gostem!!!


O QUE É A PÁSCOA?

-Papai, o que é Páscoa?
-Ora, Páscoa é... bem... éuma festa religiosa!
-Igual ao Natal?
-É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não meengano, comemora-se a sua ressurreição.
-Ressurreição?
-É, ressurreição. Marta,vem cá!
-Sim?
-Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
-Bom, meu filho, ressurreiçãoé tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
-Mais ou menos... Mamãe, Jesus era um coelho?
-O que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Deus me perdoe.! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!
-Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
-É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade.
Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
-O Espírito Santo também é Deus?
-É sim.
-E Minas Gerais ?
-Sacrilégio!!!
-É por isso que a ilha de Trindade fica perto do Espírito Santo?
-Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!
-Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
-Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
-Coelho bota ovo ?
-Chega ! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais !
-Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
-Era... era melhor,sim... ou então urubu.
-Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né ?
-Que dia ele morreu?
-Isso eu sei: na Sexta-feira Santa.
-Que dia e que mês?
- (???) Sabe que eu nunca pensei nisso ? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-feira Santa e ressucitou três dias depois, no Sábado de Aleluia.
-Um dia depois!
-Não três dias depois.
-Então morreu na Quarta-feira.
-Não, morreu na Sexta-feira Santa... ou terá sido na Quarta-feira de Cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na Sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois!
-Como?
-Pergunte à sua professora de catecismo!
-Papai, porque amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
-É que hoje é Sabado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
-O Judas traiu Jesus no Sábado ?
-Claro que não! Se Jesus morreu na Sexta!!!
-Então por que eles não malhamo Judas no dia certo?
-Ui...
-Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
-Cristo. Jesus Cristo.
-Só?
-Que eu saiba sim, por quê?
-Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
-Ai coitada!
-Coitada de quem?
-Da sua professora de catecismo!

Luiz Fernando Veríssimo

17 fevereiro 2006

DIFERENÇA

Esta história é sobre um soldado que finalmente estava voltando para casa, após a terrível guerra do Vietnã. Ele ligou para seus pais, em São Francisco, e lhe disse:
- Mãe, pai, eu estou voltando para casa, mas eu tenho algo a lhe pedir.
- Claro meu filho, peça o que quiser!
- Eu tenho um amigo que eu gostaria de trazer comigo.
- Claro meu filho, nos adoraríamos conhecê-lo.
- Entretanto, há algo que você precisam saber. Ele foi ferido na última batalha que participamos. Pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna. O pior é que ele não tem nenhum lugar para onde ir. Por isso, eu quero que ele venha morar conosco.
- Eu sinto muito em ouvir isso meu filho, nós talvez possamos ajudá-lo a encontrar um lugar onde ele possa morar e viver tranqüilamente.
- Não papai, eu quero que ele venha morar conosco.
- Filho, disse o pai, você não sabe o que está nos pedindo. Alguém com tanta dificuldade seria um grande fardo para nós. Temos nossas próprias vidas e não podemos deixar que uma coisa como esta interfira em nosso modo de viver. Acho que você deveria voltar para casa e esquecer este rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver por si mesmo...
Neste momento, o filho bateu o telefone. Os pais não ouviram mais nenhuma palavra dele.
Alguns dias depois, no entanto, eles receberam um telefonema da policia de São Francisco.
O Filho deles havia morrido depois de ter caído de um prédio. A polícia acreditava em suicídio. Os pais, muito angustiados voaram para São Francisco e foram levados para identificar o corpo do filho.Eles o reconheceram imediatamente, mas para o seu horror, descobriram algo que até então desconheciam: O filho deles era justamente o que tinha apenas um braço e uma perna, e seus pais descobriram mais tarde que foi ele que pisou numa mina e, embora tenha sobrevivido, tornou-se um mutilado de guerra.

Reflexão:
Achamos fácil amor aqueles que são bonitos ou divertidos, mas não gostamos das pessoas que nos incomodam ou nos fazem sentir desconfortável. De preferência, ficamos longe destas e de outras que não são saudáveis, bonitas ou “espertas “ como nós acreditamos que somos.
Ainda bem que existe alguém não nos trata assim. Alguém que nos ama com uma paixão incondicional, que nos acolhe dentro de uma família. Esta noite, antes de nos recolher-mos façamos uma pequena oração para que Deus nos dê a força de que precisamos para aceitar as pessoas como elas são, e ajudar a todos a compreenderem aqueles que são diferentes de nós.

HOJE, DEPOIS DE TANTOS DIAS, DECIDI DEIXAR O DESCANSO PARA MAIS TARDE E VIM AKI POSTAR ESSA MENSAGEM.
NÃO DEIXEM AS PRIMEIRAS IMPRESSÕES TOMAR CONTA DE SEU CORAÇÃO, É ASSIM QUE AS PESSOAS ESTÃO FAZENDO COM MEU FILHO, E É COMO SE UM PUNHAL ATRAVESSASSE MEU PEITO TODA VEZ QUE PERCEBO UMA ATITUDE DE "CUIDADO" COM A PRESENÇA DE MEU FILHO. EM TODO LUGAR QUE ELE VAI AS PESSOAS O VIGIAM, TRANCAM PORTAS E ESCONDEM AS COISAS. SEI QUE MEU FILHO É AGITADO, MEXE EM TUDO, MAS GOSTARIA QUE AS PESSOAS APENAS SOUBESSEM QUE ELE É UM POUQUINHO DIFERENTE, SÓ ISSO, E O QUE ME MACHUCA MAIS É QUE AS PESSOAS QUE FAZEM ISSO SÃO AQUELAS COM QUEM TENHO QUE CONVIVER DIARIAMENTE. É MUITO DIFICIL LIDAR COM ISSO. JÁ DEIXEI DE IR A VÁRIOS LUGARES COM ELE PARA EVITAR QUE ELE SEJA DISCRIMINADO DESSA MANEIRA.
E ASSIM VOU VIVENDO, LEVANDO O TRATAMENTO DELE ADIANTE E COM MUITA FÉ EM DEUS NA ESPERANÇA E NA CERTEZA DE UM AMANHÃ MAIS DIGNO E FELIZ PARA MEU QUERIDO MATHEUS.

13 novembro 2005

O que é TDAH??
Distúrbio de crianças muito ativas, impacientes e desatentas tem agora tratamento integrado
Por Fernanda Colavitti
Qual família não tem ou teve um garoto endiabrado que carrega o rótulo de malcriado ou pestinha, por se comportar como "um capeta em forma de guri", como dizia a música dos anos 60? Muitos pais recebem reclamações freqüentes dos professores sobre a indisciplina e a falta de atenção do filho em sala de aula. Ao mesmo tempo, não sabem o que fazer quando ele está em casa correndo para todos os lados, trepando nos móveis e quebrando os enfeites da sala. É hora, então, de procurar conhecer o alcance do problema. Na maioria dos casos, a agitação tende a se acalmar com o avanço da idade, mas pode ser também que a criança esteja sofrendo de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), distúrbio que atinge de 3% a 5 % da faixa etária entre 6 e 13 anos. Até o fim da década de 80, falava-se somente em hiperatividade, uma das manifestações mais conhecidas, caracterizada pelo alvoroço permanente. Mais recentemente, o distúrbio passou a ser tratado de maneira ampla, incluindo sintomas de impulsividade (como a impaciência) e a desatenção (esquecimento ou dispersão, por exemplo). Hoje, o TDAH conta com atenção especial e ganhou um setor exclusivo no Hospital das Clínicas de São Paulo, o primeiro do gênero no Brasil. É o Ambulatório para Distúrbios Hiperativos e Déficit de Atenção, coordenado pelo psiquiatra Enio Roberto de Andrade. Segundo ele, para que o comportamento seja diagnosticado como TDAH, é preciso que estejam presentes no mínimo seis características do bloco hiperatividade e impulsividade ou seis de desatenção (veja quadro), por pelo menos seis meses.
Nas meninas, destaca-se o problema da desatenção. A dificuldade em diagnosticar o problema nas meninas deve-se justamente ao desconhecimento da desatenção como uma das manifestações do TDAH, já que durante algum tempo foi difundida a idéia de que o distúrbio era somente a hiperatividade, mais presente no sexo masculino. Segundo o psiquiatra Paulo Mattos, vice-presidente da Associação Brasileira do Déficit de Atenção (Abda), há uma predisposição genética ao distúrbio, que pode manifestar-se logo nos primeiros meses de vida ou ser desencadeado por fatores psicológicos até os 7 anos. As crianças mostram alterações no processo de desenvolvimento neurológico e emocional. Ficam irritadiças, choram excessivamente nos primeiros meses de vida, movimentam-se bastante durante o sono e acordam várias vezes à noite. Quando começam a andar, precisam ser constantemente vigiadas pelos pais, caso contrário quebram seus brinquedos e aprontam outras artes do gênero. Na idade pré-escolar, há um desenvolvimento mais lento da fala, com omissões e distorções fonéticas, como trocar a letra r pela l. Em casa, correm o tempo todo, não conseguem ficar sentadas em frente da TV assistindo a um desenho ou filme, não têm paciência para brincar com um só brinquedo e não sabem ouvir um "não". Outras também convivem com a falta de coordenação motora, a dificuldade no desenvolvimento da noção espacial e a incapacidade de reconhecer símbolos gráficos semelhantes, como as letras b, p, q e d. Como se vê, não é um diagnóstico trivial, pois corre-se o risco de uma abordagem simplista e errônea, isto é, enquadrar toda criança espoleta na categoria. Os pais devem procurar um especialista, para identificar a intensidade do problema e prescrever o melhor tratamento, que, em geral, lança mão de remédios. "Dependendo das manifestações clínicas, podem ser necessários complementos, como uma terapia fonoaudiológica ou psicopedagógica", explica o médico Enio Roberto de Andrade. "A chance de recuperação é muito boa." Quanto mais cedo se diagnosticar o problema, menores serão as conseqüências psicológicas no decorrer dos anos. Contudo, se nada for feito, a situação poderá até levar a casos mais preocupantes na idade seguinte – adolescentes que praticam atos de vandalismo, envolvem-se em brigas freqüentes, têm precocidade sexual, exibem condutas desafiadoras diante de pai e professores ou estão mais expostos ao consumo de drogas. Em ebulição permanente As manifestações de TDAHI apresentam-se em três grupos de Comportamento:
Hiperatividade:
  • A criança está constantemente agitada;
  • Movimenta as mãos e pés frequentemente
  • Não consegue permanecer sentada por muito tempo.Remexendo-se na cadeira ou abandonando-a várias vezes em sala de aula;
  • Corre em vez de andar,e sobe com frequencia em lugares inapropriados (móveis, muros, árvores);
  • Tem dificuldade em se concentrar num único brinquedo ou se envolver silenciosamente numa atividade de lazer;
  • Fala demais e muito rápido.
Impulsividade:
  • Não consegue esperar até que uma pergunta seja concluída para responder;
  • Tem dificuldade para aguardar sua vez em qualquer atividade ( na fila da escola, por exemplo);
  • Interrompe e se intromete em conversas alheias constantemente.
Desatenção:
  • Evita tarefas que requerem esforço mental por longo tempo;
  • Esquece as atividades diárias;
  • Não consegue se concentrar em tarefas repetitivas e distraí-se com qualquer ruído externo;
  • Não consegue seguir intruções até o final nem terminar trabalhos;
  • Tem dificuldades para organizar tarefas e trabalhos;
  • Perde com frequência brinquedos e material escolar;
  • Tem dificuldade em prestar atenção quando lhe falam diretamente;
  • Não observa detalhes e comete erros por descuido em exercícios escolares e outras atividades;
  • Tem baixo rendimento escolar.
Fonte:
Copiei de uma amiga especial no ORKUT: Mirka
Foi publicado na Revista Veja (12/2000)
Somente para assinantes

11 novembro 2005

Plenitude









"Ao nascer de mais um dia, tudo é lindo e maravilhoso.
O caminho que se prossegue, a verdade que se faz presente
e a vida que se expressa são os dons da plenitude Divina."

Copiei do blog de uma amiga querida: Um Sonho de Bruxa.

04 novembro 2005

Através dos olhos de uma criança

Li este texto no Projeto FloreSer e fiquei impressionada, realmente emocionada.
Confira:

Imagine que você tem cinco anos. Você nasceu com uma desordem neurobiológica (uma desarmonia no funcionamento cerebral ) que tem resultado em um ‘sério distúrbio emocional’.
Você começa a sua vida escolar no jardim de infância de uma escola pública. Sua professora é a Sra. Jones. Ela é bonita e agradável. Você adora ir para a escola, mesmo encontrando dificuldades para sentar nas duras cadeiras e com as fortes luzes da sala perturbando os seus olhos. Você tem uma disfunção de integração sensorial – um problema muito comum nas crianças que são portadoras de desordem neurobiológica, mas... ninguém diagnosticou isso ainda.

Essa condição também traz para você muitas dificuldades para tolerar determinados tipos de tecidos como jeans e roupas apertadas e sapatos com saltos e laços. É muito difícil para você distinguir alguma coisa pelo tato. Sua concentração é pequena. Você se cansa facilmente de ouvir a Sra. Jones, mesmo gostando muito dela. Ela tem um perfume suave e sorri bastante. Ela incentiva o seu trabalho. Faz você sentir-se orgulhoso. A escola é uma coisa boa.
Você fica duas semanas nessa classe regular e depois de uma reunião você é transferido para uma sala que se chama ‘classe especial’ para crianças com desordens de comunicação. Depois do Natal você deverá fazer alguns testes especiais. As luzes da sala são muito intensas e o calor faz com que você se sinta sufocado. Você não consegue se concentrar no teste e o homem que o está testando tem uma voz muito áspera.
Você começa a ficar irritado e o homem também. Você não está satisfeito com as linhas que desenhou no papel. Você tenta fazê-las parecer com as dele, mas o brilho das luzes incomodam e a voz dele o perturba. Você começa a sentir que o seu suéter está lhe provocando coceira e os seus sapatos novos estão muito apertados. Você pega o papel da mesa rasga e se joga no chão. Você quer ir pra casa. Você está sentindo falta de sua mãe. Você tem uma desordem neurobiológica, mas ninguém sabe disso ainda.

Sua mãe é chamada para uma reunião especial. Ela tem que pedir folga no emprego. Sua mãe não gosta de faltar no serviço porque depois do divórcio ela precisa de mais dinheiro do que ela consegue ganhar. Sua mãe há muito tempo anda triste. Ela não consegue compreender que o seu cérebro nem sempre funciona como o das outras crianças da sua idade.
À noite sua mãe está cansada, mas mesmo assim ela tenta ser muito paciente e dedicar-se a ficar com você. Ela o leva ao psicólogo infantil toda semana e lê livros sobre crianças que tem o seu problema. Seu pai costuma dizer que sua mãe o estraga com tanta proteção. Sua avó diz que sua mãe deveria lhe dar umas palmadas e fazer você se comportar como os outros garotos. Você tem uma desordem neurobiológica... mas ninguém sabe disso ainda.
Todos os adultos presentes na reunião acham que você está precisando de um novo rótulo, uma nova classe, numa nova escola. Você deverá viajar todos os dias num ônibus especial durante uma hora até a escola. Em razão disso sua mãe terá que mudar a sua agenda de trabalho. Sua atual babá também ficou muito aborrecida com essa nova mudança.
Você vai para uma nova classe, numa nova escola. É um predinho atrás de uma grande escola. Na sua classe existem somente oito crianças. Elas são estranhas. Uma está sentada num canto e não fala com ninguém. Outra, toda vez que fica zangada, joga os livros e as cadeiras no chão. Uma das meninas gosta de ficar imitando o miado de um gato o dia inteiro. Você logo aprende muitas palavras que os adultos recriminam. Continuam as luzes fortes e o barulho perturbador, cadeiras desconfortáveis e livros que você não entende. E há algo mais nesse local: uma sala fechada que serve para que você ‘dê um tempo’, quando estiver precisando recuperar o contrôle. Isso foi o que disse a sua nova professora. Porém, quando você não termina a contento os seus deveres de matemática ou quando não quer participar de algum tipo de atividade, a professora o envia para lá. É um local muito calmo e solitário e pode ser também muito assustador. O que aconteceria se a professora um dia o esquecesse lá? E se ocorresse um incêndio e ninguém lembrasse de soltar você? Ficar nessa sala o faz sentir-se isolado, sozinho. Você às vezes se revolta e começa a ficar zangado e a gritar aquelas palavras que os adultos não gostam. Você já entendeu que aquele local não é bem pra ‘dár um tempo e ficar calmo’, na realidade é um local onde os adultos colocam os meninos maus.
Você já percebeu que é um garoto mau. Você, a princípio, não consegue descobrir porque está nessa sala com esses garotos estranhos. Com o passar dos dia você descobre, de uma maneira brusca, quando outros garotos sobem no muro e começam a chamá-lo de retardado, louco... Eles devem estar certos, você pensa, porque você não consegue freqüentar a escola maravilhosa que existe perto de sua casa, não pode ficar numa classe com os garotos normais e fica fechado em sala de punição... Até mesmo o seu pai já disse que você é um caso perdido. Você imagina mesmo que aqueles garotos de cima do muro estão certos, afinal você é um criança que precisa de uma educação especial.
Você continua freqüentando a sala de punição. Você luta pra não ir pra lá, mas como ficar de fora se você é um rebelde? Você agora também já joga livros e cadeiras no chão, já aprendeu a cuspir, chutar e usar palavras pesadas. Você já descobriu que a nova professora não gosta de você, ela está sempre chamando outro adulto para arrastá-lo até a sala de punição. Agora, quando você resiste, os adultos começam a tirar os seus sapatos, toda vez que lhe trancam lá. Você tem dores nas costas e sente um ardor no estômago. Você chuta as paredes, grita, chora. O seu cérebro não funciona direito, você tem uma desordem neurobiológica... mas ninguém sabe disso ainda.
A mudança é a pior coisa com a qual você tem que lidar, mas antes de completar oito anos, você já passou por sete classes diferentes em diferentes escolas. Você é realmente um menino mau.
Um dia sua mãe e o seu psicólogo precisam lhe levar na corte. Lá você ouve dos adultos a afirmação de que você é um ‘péssimo garoto’, um delinqüente. Eles comentam todas as coisas ruins que você fez. Por fim, eles lhe perguntam se você sabe o que é um hospital psiquiátrico. Você lembra que já ouviu falar desses lugares. Seu coração começa a bater descompassado, suas mãos começam a suar, você está cheio de pânico e medo. Você não é capaz de articular uma só palavra. Depois da reunião sua mãe o leva para o hospital, um novo lugar na sua vida, longe de sua mãe, dos avós, do cachorro, do seu quarto, distante enfim de todas as coisas que pareciam sólidas para você. Sua mãe está chorando. Ela agora parece mais triste do que nunca. Você começa a chorar também porque você descobre que é a razão de toda a tristeza que ela está sentindo. Ela chora porque você é um menino mau. E você não quer ser mau, você diz que quer ir para a escola como os outros garotos, diz que não irá se importar com as luzes fortes, que não irá se deixar levar pelo devaneio, pela desatenção, não irá mais dizer palavras pesadas e não irá mais ficar zangado. Não importa o que você está prometendo, você ficará internado por um ano fazendo terapia, sua mãe e seus irmãos também, depois você voltará para casa e ficará tudo bem, certo?
Errado. Você tem uma desordem neurobiológica...mas ninguém sabe disso ainda.

A Resposta

"Há alguns anos tudo me parecia impossível. Tinha dificuldade de lidar com a minha situação e estava pronta para desistir da vida completamente e aceitar o fato de que nossas vidas estavam marcadas de um modo amaldiçoado porque nós tínhamos uma criança com uma desarmonia mental. Não tínhamos mais uma vida social, mas tínhamos uma montanha de contas pra pagar e além do mais um irresistível ataque do coração a caminho. A vida era má. Dormíamos pouco, 2 ou 3 horas, e éramos bombardeados com demandas sem razão.
De onde viriam as respostas que buscávamos para dar a Joshua uma educação decente? Onde nós encontraríamos um médico piedoso? E acima de tudo eu questionava: por que nós? Nossos corpos e mentes estavam exaustos, vencidos.
Um dia minha mãe me passou um simples pedaço de papel. Ela havia recortado um artigo de um jornal local. Ela disse, ‘Lisa, eu li isso e imaginei que fosse para você.’ Eu peguei o artigo, olhei e entrei em casa para ler.
Foi uma resposta para as minhas preces.
Não estava lá o sentido da vida ou o bilhete premiado da loteria, mas haviam palavras de ouro que funcionaram como uma varinha de condão.
É muito difícil para mim dizer o quanto esse artigo me emocionou e o quanto me ajudou.
Mas no final foi isso: Ele mudou a minha vida e com ela a vida das outras pessoas da minha família. Eu decidi não mais ficar sentada esperando.
Se eu não vejo algo acontecendo do jeito que deveria ser, eu luto para modificar. Eu espero que esse pequenino artigo dê a você a força e a determinação que ele me deu. Espero que você goste.
Deus escolhe a mãe da criança deficiente.
A maior parte das mulheres hoje em dia tornam-se mães por acidentes, outras por escolhas próprias, outras por pressão social e outras tantas por hábito.
Esse ano, quase 100 mil mulheres se tornarão mães de crianças deficientes.
Você, alguma vez, já pensou como as mães dos deficientes são escolhidas? Eu já.

Uma vez visualizei Deus pairando sobre a Terra, selecionando o seu instrumento de propagação com um grande carinho e compassivamente. Enquanto ele observava, instruía seus anjos a tomarem nota em um grande livro.
Para Beth Armstrong, um menino, anjo da guarda Mateus.
Para Marjorie Foster, uma menina, anjo da guarda Cecilia.
Para Carrie Rudlegde, gêmeos, anjo da guarda, mande o Gerard, ele está acostumado com a profanidade.
Finalmente ele passa um nome para um anjo, sorri e diz:Dê a ela uma criança deficiente.
O anjo, cheio de curiosidade pergunta:
Por que a ela senhor? Ela é tão alegre...
Exatamente por isso. Como eu poderia dar uma criança deficiente para uma mãe que não soubesse o valor de um sorriso? Seria cruel.
Mas será que ela terá paciência?
Eu não quero que ela tenha muita paciência porque aí ela, com certeza, se afogará no mar da auto-piedade e desespero. Logo que o choque e o ressentimento passar, ela saberá como se conduzir.
Eu a estava observando hoje. Ela tem aquele forte sentimento de independência. Ela terá que ensinar a criança a viver no seu mundo e não vai ser fácil. E além do mais, Senhor, eu acho que ela nem acredita na sua existência.
Deus sorri.
Não tem importância. Eu posso dar um jeito nisso. Ela é perfeita. Ela possui o egoísmo no ponto certo.
O anjo engasgou, Egoísmo? E isso é, por acaso, uma virtude?
Deus acenou um sim e acrescentou:
Se ela não conseguir se separar da criança de vez em quando, ela não sobreviverá. Sim, essa é uma das mulheres que eu abençoarei com uma crianças menos perfeita. Ela ainda não faz idéia, mas ela será também muito invejada. Sabe, ela nunca irá admitir uma palavra não dita, ela nunca irá considerar um passo adiante uma coisa comum. Quando sua criança disser “mamãe” pela primeira vez, ela pressentirá que está presenciando um milagre. Quando ela descrever uma árvore ou um pôr do sol para seu filho cego, ela verá como poucos já conseguiram ver a minha obra.
Eu a permitirei ver claramente coisas como ignorância, crueldade, preconceito e a ajudarei a superar tudo. Ela nunca estará sozinha. Eu estarei ao seu lado cada minuto de sua vida, porque ela está trabalhando junto comigo.
Bom, e quem o senhor está pensando em mandar como anjo da guarda?
Deus sorriu.
Dê a ela um espelho, é o suficiente."

Este texto eu copiei do site: http://www.projetofloreser.com.br
Achei muito interessante postá-lo aqui. Aos poucos vou trazer mais coisas de lá, mas se preferir clique no link e confira você mesmo como é o Projeto FloreSer.

Somos Especiais

Esta frase diz tudo:

Filhos especiais são para mães especiais, Deus não te daria ele se soubesse que vc não teria capacidade de dar o melhor de si por ele.

Esta frase copiei do orkut, dita à uma mãe em sua primeira consulta ao neuropediatra.
Querida Márcia, tomei a liberdade e coloquei esta frase aki. Espero que não se importe.